LEMBRAI-VOS DE 35: UMA HOMENAGEM DO LEVANTE AOS INSURRETOS COMUNISTAS

O mês era novembro, assim como este que agora se encerra; porém, o ano era 1935. O Governo Brasileiro, nascido de uma pretensa “revolução”, mantinha apoio dos latifundiários e da burguesia entreguista desse país, e começava a abrir as rédeas para as nefastas influências do nazifascismo que, com astúcia e desonestidade, já alcançara o poder no Velho Mundo. A Aliança Nacional Libertadora (ALN), maior movimento popular surgido até então, fora posta na ilegalidade pelo presidente-coronel Getúlio Vargas. Mas o presente desejo de mudanças, as reivindicações, a indignação ante a agressão imperialista, a dívida externa que extorquia do povo suas riquezas, foram fatores que levaram um grande grupo de homens de honra – tenentes, sindicalistas, estudantes, artistas, dentre tantos outros – a empreender uma campanha revolucionária, primeira na História do Brasil em que se pretendia instalar, no poder, um governo popular de caráter nacional-democrático!

Esse movimento, pejorativamente taxado nas páginas manchadas de sangue da direita de “Intentona Comunista”, na verdade consistiu numa grande campanha de libertação dos brasileiros – e somente em nossa cidade, Natal, ela de fato tomou o poder, lá se mantendo por alguns dias. Esses dias representam os momentos em que mais um governo pôs-se estritamente do lado do povo, expropriando dos oligarcas suas propriedades roubadas e devolvendo-as à coletividade. Durou de 23 a 27 de novembro daquele ano, sob a liderança do operário sapateiro José Praxedes de Andrade, e de um conselho, do qual, além dele, participavam José Macedo, Quintino Clemente, Lauro Lago e João Batista Galvão – respectivamente um carteiro, um sargento, um funcionário público e um estudante.

Entre suas medidas tomadas de início, o transporte público foi coletivizado, os agricultores tiveram direito a crédito, o Palácio do Governo virou um espaço de propriedade social, os gêneros alimentícios tiveram seus preços barateados, atos suficientes para fazer brotar o adormecido entusiasmo das massas, agora exposto em seus semblantes! A ânsia de experimentar o doce sabor da liberdade, então ilegitimamente saqueada desse povo valente, foi o que proporcionou aos jovens casais de namorados poderem sair a andarem de bonde o dia inteiro, agora a preços irrisórios; foi o que estimulou operários a voltarem para o campo, pois passariam a ter a oportunidade de viver perto de suas famílias; foi o que uniu vários combatentes na formação de um exército revolucionário que pretendia estender as conquistas da Revolução também para os ares do interior do Estado e também para além de suas divisas!

A insurreição, idealizada pelo Partido Comunista, durou poucos dias em Natal, sendo esmagada por tropas federais advindas da Paraíba, e pelo exército de capangas de Dinarte Mariz. Mas foram dias de muitas esperanças. Em paralelo, movimentos libertadores eclodiriam em Recife e no Rio de Janeiro, sendo, também, infelizmente, derrotados. A História, entretanto, corrige suas próprias páginas. Enquanto isso, os donos do poder, os detentores da chamada história oficial, permanecem taxando de “intentona” o bravo ato de 1935, uma vez que essa palavra consiste em “intento movido pela loucura”. Que seja, pois então; o próprio Karl Marx também falava do “assalto ao céu pelos bravos loucos”, quando se referiu aos pioneiros da Comuna de Paris, primeiro empreendimento socialista. Estão todos certos. Os mesmos bravos loucos que tomaram o poder na conturbada França do século XIX foram os que o tomaram nesta nossa cidade praiana nos anos 1930 – e são os mesmos que até hoje orgulham-se dessa história e mantêm acesa a chama revolucionária!

LEVANTE EMPREENDE CAMPANHA DE FILIAÇÃO

Os membros do LEVANTE deflagraram uma campanha de filiação que trabalha a meta de filiar 200 jovens filiados até o I Congresso da organização, programado para acontecer em maio/junho do ano que vem. A idéia é que, a partir da filiação massiva, o LEVANTE adquira poder de voz diante das instituições sociais, além de criar um necessário intercâmbio às entidades estudantis do estado (notadamente, grêmios, DCEs e centros acadêmicos de diferentes escolas/universidades) e oferecer reforço ao movimento estudantil no Rio Grande do Norte! O LEVANTE fechou o mês de novembro com 50 filiados.

A campanha de filiação se pretende dar a partir das principais atividades do movimento estudantil nesse período - como a eleição do Grêmio do CEFET - além de um convite permanente a todos os que quiserem discutir os movimentos sociais, o Brasil, o esporte, as artes e o socialismo!

Filie-se ao LEVANTE, conheça mais sobre seu país e as portas que se lhe abrem, quebrem as correntes, andem na contramão, remem contra a maré, porque somente assim conseguiremos quebrar todos os dogmas liberais encucados nas mentes não-emancipadas e passaremos a limpar, então, o terreno em que faremos a Revolução!


FILIE-SE JÁ!
LEVANTERN@YAHOO.COM.BR

REUNIÕES TODAS AS QUARTAS-FEIRAS NO GRÊMIO DO CEFET, ÀS 17H30
SEJA BEM-VINDO!

SAUDAÇÕES VERMELHAS!!!!!

Internacional: BOLIVIAMOS APROVAM NOVA CONSTITUIÇÃO

Os membros da Assembléia Constituinte da Bolívia aprovaram, no sábado, a nova Carta Magna boliviana, elaborada em conjunto com os movimentos sociais e com nítida conotação emancipadora. A oposição elitista, que sai perdendo com a "Constituição popular", realizou vários atos de vandalismo no mesmo dia.

Em paralelo, passeatas com um número bem maior de pessoas exigem o fechamento do Senado, um espaço parlamentar dominado pela oposição e que só serve para truncar projetos do governo (qualquer semelhança com o Brasil não é mera coincidência).

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Chávez e Morales: a guinada latina à esquerda tem tomado rumos cada vez mais decisivos!

Neste último mês, cresceu vertiginosamente o Movimento Ao Socialismo (MAS), ao qual pertence o presidente do país, Evo Morales. E a tendência é que as forças governistas conquistem cada vez mais adeptos.

Todo sucesso ao movimento empreendido por Chávez, pelos indígenas, pelos sindicatos, camponeses e por todo o povo boliviano!

Saudações vermelhas!

DÉFICIT DE PROFESSORES NO ESTADO JÁ PASSA DOS 2 MIL

Professores com salários baixos. Professores mal qualificados. Professores desmotivados. Acredite, há alunos da rede estadual de ensino que gostariam de ter docentes mesmo com essas características. Isso porque muitos estudantes sofreram durante o ano, ou continuam sofrendo, com dois problemas que se somam e podem ser ainda mais graves: a falta de professores e as faltas dos professores.

Enquanto a estimativa é que o déficit total de docentes na rede chegue a 2 mil, a Secretaria Estadual de Educação ainda não conta com instrumentos que possam monitorar a presença dos contratados nas salas de aula, nem mesmo ferramentas que permitam punir os que se ausentam, de forma reiterada, sem uma justificativa, já que hoje a única medida possível é o corte do ponto.

Números de uma pesquisa realizada em São Paulo dão conta de que cerca de 13% dos professores faltam às aulas diariamente na rede estadual e o acumulado de faltas (justificadas ou não) chega, em média, a 16% durante o ano, ou seja, 32 dos 200 dias letivos acabam prejudicados. No Rio Grande do Norte, nada aponta para números diferentes. “Não temos dados reais a respeito disso. Mas já que os problemas da Educação não são pontuais, é uma realidade nacional, é de se acreditar que os números sejam próximos”, confirma a coordenadora de Desenvolvimento Escolar da Secretaria, Lúcia de Souza.

Ela afirma que o caminho para evitar os abusos passa pela melhoria na gestão dos diretores, pela cobrança da sociedade e também pela implementação de outras ferramentas: “Estamos discutindo a criação de comissões de avaliação institucional, que poderão monitorar as escolas e detectar esses desvios. Mas é bom ficar claro que essa avaliação deve ter um cunho não punitivo, mas de orientação”, ressalta a educadora.

Lúcia de Souza reconhece que é injusto alguns professores se integrarem aos projetos, pesquisas e ações que envolvem a escola, enquanto outros não demonstram o mesmo compromisso. “Esse compromisso deve ser, antes de tudo, com o próprio aluno”, defende. Ainda assim, ela admite que hoje a única forma de punir os “faltosos” é com o corte do ponto, mas apenas nos casos em que não houve justificativa.

Com as comissões de avaliação, que devem começar a funcionar já no próximo ano letivo, será possível sistematizar problemas como o dos professores faltosos. “Outra ferramenta é premiar os professores que realizam um bom trabalho”, destaca. Contudo, Lúcia lembra que a maioria dos docentes não “falta porque quer” e destaca que antes de iniciarem as avaliações, todos os envolvidos serão informados a respeito de como essas serão efetivadas. “Vamos às escolas explicar quais os critérios e os parâmetros para a avaliação, que não deve ser opinativa, mas de orientação”, reforça.

Atestados amparam os faltosos

Problemas de saúde são apontados por diretores e coordenadores como a principal razão alegada para as ausências dos professores. Amparados por atestados médicos, eles justificam as faltas e não podem sofrer qualquer punição. Contudo, diretores e coordenadores dos colégios reconhecem que esse não é o único motivo. “Infelizmente, o que acontece em geral é que muitos ensinam também na rede privada e municipal, mas acabam deixando os assuntos pessoais para resolver no horário da rede estadual”, reconhece a vice-diretora da Escola Walter Pereira, Abigail Ribeiro.

Segundo ela, porém, o grande problema ainda é a falta de professores para algumas disciplinas. “No nosso turno vespertino faltam os de Inglês, Química, Física, temos sempre de contar com os estagiários”, revela, lembrando também que mesmo os “faltosos” costumam estar amparados por licenças médicas.

Diretor do Anísio Teixeira, Francisco Neris Viana aposta em uma maior cobrança da direção. “A seqüência de atestados é uma realidade nas escolas públicas, principalmente devido a problemas como os de voz, que são os mais comuns entre os professores. O importante é que a direção esteja atenta para os abusos. Os nossos professores já sabem que têm 72 horas para justificar as faltas, caso contrário todo dia 5 enviamos as faltas do mês à secretaria, para o corte do ponto”, explica.

Devido à cobrança, muitos se preocupam em ligar até com antecedência, para alertar que não poderão estar presentes às aulas. Quando não trazem a justificativa, são obrigados a repor as aulas em um novo horário. Contudo, essa reposição também é alvo de fiscalização dos coordenadores, já que Francisco Neris reconhece a deficiência das “aulas aos sábados”. “Temos buscado aproveitar até mesmo os dias ‘imprensados’, para não termos de passar mais tempo no final do ano, pois dia letivo se paga com dia letivo, pois aulas aos sábados e sextos horários não funcionam, principalmente no horário noturno”, aponta o diretor.

Com uma política “radical” frente aos faltosos, a cobrança ganha apoio inclusive dos professores que costumam vir a todas as aulas. “O que nos faz falta, até por termos alunos de muito longe, é a presença da comunidade próxima, que poderia sim estar cobrando e acompanhando mais a atuação da escola e dos professores”, afirma.

Sinte critica as condições de trabalho

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) tem posição formada a respeito das reiteradas faltas de alguns professores: “O principal motivo para isso é a falta de condição de trabalho, que leva às cardiopatias, ao estresse, a problemas nas cordas vocais, reumáticos, doenças psicossomáticas, entre outras, e que resultam na ausência do professor da sala de aula”, aponta a coordenadora geral Fátima Cardoso.

Ela defende que o Governo do Estado precisa não só melhorar essas condições, como também adotar um programa de melhoria da qualidade de vida para os professores. “Hoje, os professores sofrem com as doenças e também a violência, as ameaças, as agressões físicas e verbais, os danos aos veículos”, lista, acrescentando: “Além disso, devido aos baixos salários, muitos se desgastam em dois, três turnos de trabalho, por isso muitos vivem tendo de passar pelas juntas médicas”, aponta.

Um programa de saúde do trabalhador poderia reduzir as faltas com muito maior intensidade que qualquer outra medida. “A estrutura privada já conhece essa realidade, por isso em muitas escolas há momentos para exercícios, terapias, até mesmo coisas simples como um alongamento, enquanto na rede estadual a gente ainda trabalha em condições péssimas, como salas com mofo e mal ventiladas”, compara Fátima Cardoso.

A sindicalista reconhece que há professores relapsos e que faltam sem justificativa, mas ela acredita que a adoção de avaliações não seria a melhor saída para impedir os abusos. “Sou favorável à auto-avaliação, pois uma avaliação de fora para dentro não teria credibilidade e os critérios nem sempre são claros. O Estado deveria ter porta de entrada e de saída sim, mas infelizmente muitos dos que não têm compromisso com a Educação são apadrinhados e não vão nunca passar pela porta de saída”, lamenta.

Fátima ressalta que os professores realmente dedicados à profissão sabem o compromisso que têm com alunos e sociedade. “Basta dizer que 99% dos que entraram em greve estão fazendo seu dever de casa e repondo integralmente as aulas. Se o único problema da falta de aulas fosse a greve, não teríamos problemas”, diz.

Déficit na rede é de 2 mil professores

Enquanto os professores faltosos atrapalham o ensino, a falta de professores em algumas disciplinas põe por terra muito do planejamento das escolas. Dentre os diretores e coordenadores, muitos, que preferem não se identificar, já se dizem “cansados”, “saturados”, “sem paciência” para tratar do assunto, tamanho o número de pedidos já feitos à Secretaria Estadual de Educação, e tamanho o número de negativas recebidas como resposta.

O Sinte critica o atual quadro: “Hoje, a estimativa é de que seria necessária a contratação de pelo menos uns 2 mil professores para suprir as necessidades da rede”, aponta o diretor de Comunicação, Domingos Sávio de Oliveira. Todo ano, lembra ele, uma porcentagem dos professores se aposenta e há também casos de falecimentos. Porém, não haveria um planejamento para suprir essas saídas.

“Na verdade, a carência de educadores é fruto da falta de uma política de recursos humanos, que afeta todas as áreas, mas principalmente as prioritárias, como Saúde e Educação”, avalia o representante da categoria. Aliado a isso, surge outro problema. Na falta de professores efetivos, a secretaria acaba por utilizar de forma errada os serviços dos estagiários. “Suprir a falta de professores com estagiários é muito prejudicial, pois esses deveriam, na verdade, estar acompanhando os titulares, não substituindo eles”, ressalta Sávio.

Ele acrescenta ainda a demora no pagamento das bolsas, o que leva muitos dos estagiários a abandonarem as escolas no decorrer do ano. “É lamentável essa política das áreas econômicas do governo, que para conter despesas preferem pagar menos de um salário mínimo a um estagiário, do que ter de contratar um professor formado”, reclama.

Secretaria vai realizar mudanças

Desde o último concurso, realizado em 2005, o Governo do Estado convocou 2.233 professores, tendo nomeado 1.963 deles. A coordenadora Lúcia de Souza reconhece que esse número ainda não permitiu resolver o problema da falta de educadores, mas garante que essa carência vai ser minimizada no próximo ano e considera que os problemas na capital são pontuais.

Para superar as dificuldades, a secretaria vem elaborando um Plano de Desenvolvimento Institucional que, entre outras coisas, prevê uma melhor distribuição da carga horária dos professores que integram a rede e também um reordenamento das turmas, promovendo até mesmo a junção de salas com poucos alunos, se necessário. “Essa é uma das estratégias para minimizar o problema”, afirma. A outra é incentivar a utilização de estagiários, corretamente orientados, para dar aulas nas disciplinas mais carentes.

“Nosso maior problema está em Química, Física, Biologia e Matemática. No último concurso, não foi aprovado nenhum professor de Matemática para 39 municípios, Biologia para 92, Física para 113 e Química para 122 municípios”, lista a coordenadora. Ela reconhece o déficit, mas diz não ter como prever quando os cerca de 1.900 aprovados poderão começar a exercer suas funções.

Alunos ficam desmotivados com a falta dos professores

Manter uma carga intensa de estudos, prestar atenção às aulas, reforçar o aprendizado em casa. Todos esses ingredientes para uma boa formação escolar de nada adiantam se não há professores que orientem o aprendizado dos alunos. “Não temos a menor expectativa de competir no vestibular com quem vem da rede privada”, reconhece a estudante Anne Caroline Rangel, de 17 anos. Ela faz o 3º ano do Ensino Médio na Escola Padre Miguelinho e sofreu mais de metade do ano sem professor de Física, além de disciplinas como Economia e Artes.

Colega de turma, a estudante Camila Guedes, de 17 anos, também se diz desmotivada. “Não sei nem se vou fazer as provas do vestibular este ano, não tem nem como, se a gente não teve professor até outubro”, afirma, referindo-se ao fato de só então um estagiário ter assumido a disciplina de Física, enquanto outras duas continuam sem docentes. Nas demais séries a situação é semelhante. “Ficamos sem aula de Geografia, Economia e Artes, só agora é que veio um estagiário de Geografia”, aponta Rodrigo Ribeiro, 16, aluno do 2º ano do Ensino Médio.

A preocupação é a mesma da vice-diretora, Larrubia Tavares. “Estávamos com turmas sem aulas de Português e Geografia desde o início do ano e só chegaram em outubro os estagiários, também é a situação de Física e Matemática”, revela. Segundo a vice-diretora, o envio desses estudantes precisa ter por base alguns requisitos mínimos. “Temos alguns que são ótimos professores, mas outros chegam sem condições de dar uma aula”, alerta.

Estudante do 1º ano do Ensino Médio na Escola Edgar Barbosa, Silas Silva de Oliveira, de 16 anos, aponta: “Como a gente pode estudar para ser alguém na vida, se nem professor tem para ensinar?” No colégio, são oferecidas várias disciplinas “extras”, profissionalizantes, porém grande parte sequer saiu do papel. “Falta professor de Economia e de Informática, chegaram a propor que a gente pagasse as aulas de informática, R$ 120 por bimestre, mas não temos condições, é uma escola pública”, lembra Silas.

“Temos que ter a cultura da avaliação” (coord Lucia de Souza, da SECD)

Em São Paulo cerca de 16% do ano letivo não é cumprido por faltas dos professores. Aqui é diferente?

Não temos dados concretos, mas há de se crer que os números sejam semelhantes. A falta de professores e as faltas dos professores são muito prejudiciais, pois nada substitui a presença física dele em sala de aula. Isso se torna ainda mais grave quando se trata de Educação Básica.

E o que fazer para reduzir esses índices, avaliação rigorosa?

Nós, professores, temos de ser avaliados também, até porque fazemos parte de todo o processo de Educação, somos figuras fundamentais. Agora, não é qualquer avaliação. Não pode ser só um mecanismo para perseguições, mas a gente tem de entrar nessa cultura de avaliação. Dos anos 90 para cá, um grande passo na educação nacional foi a adoção das avaliações.

E essa é a saída para esse problema?

Acredito que não apenas. Minha tese é que o grande mecanismo para melhoria da Educação Básica pública é a participação da família, da população e dos alunos. Ou eles acordam e tomam parte do processo, exigindo escolas eficientes, ou isso dificilmente acontecerá. Não há fiscal no mundo melhor que os próprios interessados, que no caso são os estudantes, os pais e a comunidade.

E as péssimas condições de trabalho justificam as faltas?

Não há dúvida que os professores ganham mal, são desmotivados, desvalorizados, têm baixo estima, mas repito: no dia em que a população participar mais das escolas e da educação dada a seus filhos, o cenário vai mudar, pois só assim o discurso de que Educação é prioridade vai virar prática. Por que as particulares cumprem seu calendário? Porque quem paga a mensalidade cobra. É preciso conscientizar as pessoas que a escola pública, “gratuita”, também é paga pelos impostos de todos.

E o cenário hoje é grave?

Em 2003 fiz um levantamento no qual uma estudante registrou todas aulas do ano, no Atheneu. Houve apenas cerca de 50% das de Português e Matemática e somente em 25% dos dias ela teve as cinco aulas regulares. Também fizemos um levantamento pelo IDE no dia 8 de setembro de 2006, “Dia Internacional da Alfabetização”, que era “imprensado” do feriado de Independência, e não houve aula em nenhuma das 56 escolas públicas visitadas. Enviamos um registro para as duas secretarias (estadual e municipal) e isso melhorou nos outros “imprensados”, mas o quadro geral ainda deve ser esse.



Tribuna do Norte, 25 de novembro

LEVANTE fecha apoio a Enílson e Dante nas eleições do CEFET-RN

Em uma reunião extraordinária no sábado, foram discutidas as eleições para diretor do CEFET-RN e fechada a chapa de apoio do Levante, pela reeleição do professor Enilson para Diretor da Sede e pela primeira vitória o professor Dante para Diretor-geral.


As razões não são segredo pra ninguém: a abertura oferecida pelo profº Enílson para o debate, bem como a proximidade com as entidades estudantis, e as várias conquistas obtidas pela Instituição, seguindo a linha do Governo Lula, nos últimos quatro anos, foram determinantes para fechar o apoio pela sua reeleição, a partir da qual pretendemos ampliar a democracia institucional, elevar os direitos estudantis, rediscutir carências estruturais de assistência estudantil.


A candidatura do profº Dante, construída inicialmente nos bastidores, também se revelou bastante frutífera para as lideranças estudantis que a discutiram. Seus planos de crescimento do CEFET-RN, com destacado apoio às instituições de ensino do Estado, sua proposta de elevação das assistências aos alunos, de criação de um canal direto com as entidades estudantis, além de sua pretensão de discutir junto aos estudantes o orçamento do CEFET foram fatores que intervieram com mais impacto ao escolher o nome para apoiar. Mesmo assim, a decisão entre ele e o atual Diretor de Ensino, Belchior, foi, a princípio, muito difícil de ser tomada.

Os detalhes da campanha serão discutidos com os candidatos.

Saudações vermelhas!

COMISSÃO ELEITORAL APROVA LEI DO SILÊNCIO

A Comissão Eleitoral reuniu-se na última sexta-feira e deliberou acerca das "normas definitivas", taxadas, carinhosamente, a partir de agora, de LEI DO SILÊNCIO para o processo eleitoral corrente no CEFET! A reunião da Comissão se deu antes de as entidades estudantis e o membro-estudante do Conselho Diretor enviarem requerimento solicitando suas alterações.

A grotesca Lei do Silêncio, até o presente momento, estão expostas neste link, em PDF.


ABAIXO O SILÊNCIO, VIVA A LIBERDADE DE ATUAÇÃO POLÍTICA, VIVA A DEMOCRACIA!!!!!

SAUDAÇÕES VERMELHAS!!!

ENTIDADES DIRIGIDAS PELO LEVANTE ENVIAM REQUERIMENTO SOLICITANDO ALTERAÇÕES DE NORMAS

O requerimento visa à liberdade de atuação no período de campanha eleitoral para diretor-geral e das unidades do CEFET-RN. Segue o documento, recebido a 23 de novembro de 2007, às 18h10. Os grifos são deste blog.

***

Por intermédio deste, nós, representantes de entidades estudantis e da cadeira estudantil no Conselho Diretor, vimos expor à Comissão Eleitoral (CE) nosso pensamento acerca das normas aprovadas para o processo eleitoral corrente no CEFET-RN e requerer a sua revisão, pelas razões que serão expostas. Antes de tudo, ressaltamos que é de nosso conhecimento o fato de que tais normas foram bastante discutidas, inclusive com os próprios candidatos. O processo eleitoral, entretanto, envolve também uma enorme parcela da comunidade, cujos representantes na comissão nem sempre aprovam medidas que refletem a opinião do segmento como um todo.

Conhecemos e, inclusive, compreendemos os motivos que levaram a CE a aprovar a restrição ao uso de panfletos, camisetas, broches, entre outros adornos. No entanto, receamos que tenha prevalecido a idéia de que os eleitores, no período de campanha eleitoral, procurarão as informações – currículo, propostas, entre outros ítens – acerca de cada candidato, quando, na verdade, a lógica correta é o inverso: são as informações dos candidatos que devem chegar aos eleitores, com a maior facilidade possível.

Ressaltamos que também é de nosso conhecimento o elo pela CE feito entre o uso de faixas, adesivos e outros quetais com a poluição visual, além de tentar evitar a semelhança com a “sujeira” das eleições gerais para cargos públicos feitas a cada dois anos. Consideremos, porém, que a Instituição, no período de campanha eleitoral, deve estar aberta ao que diz o próprio termo, nominalmente: o que é uma campanha senão a livre e disseminada demonstração de algo que está em evidência? Não pode existir campanha discreta. Quando se trata de uma campanha eleitoral, então, isso se torna ainda mais válido.

Só temos eleições para a Direção uma vez a cada quatro anos. Os candidatos apresentam-se semanas antes do pleito. Será mesmo que, nesse curto período, toda a comunidade se envolverá no processo de discussão utilizando como recursos o uso, tão-somente, de cartazes em espaços limitados?

Outro ponto controverso é a expressa proibição do uso de mecanismos virtuais de informação, notadamente orkut e os blogs. Reconhecemos que o acesso à Internet ainda é restrito, e discussões virtuais estariam prejudicadas com a carência de grande parte da comunidade a esse recurso. Porém, é incompreensível tal medida: afinal, a Internet é um espaço livre, e livres também devem ser seus fóruns de debates. Em que a discussão acerca das eleições – e as eventuais manifestações de apoio – na Internet prejudica o processo eleitoral?

Além desses pontos, criticamos também a proibição do uso de broches, camisetas, entre outros adornos. A democracia, antes de seu papel burocrático como regime político, denota, em primeiro lugar, o direito à opinião e – principalmente – à sua exposição. Restringir o uso desses recursos seria uma interferência direta na liberdade que todos devemos ter de deixar exposto em materiais de nossa propriedade o nosso apoio a qualquer candidato que seja.

Some-se a tudo isso, a restrição à passagem em sala de aula dos próprios candidatos. Nós, estudantes, queremos ter o direito de – pelo menos – ver o candidato que nos está requisitando o voto, já que mais do que isso as regras, nos termos que estão colocados, impedem.

Por fim, queremos dizer que as normas aprovadas pela CE e expostas no sítio da Instituição não estão devidamente claras. Não está estabelecida a punição por descumprimento de algumas medidas, bem como não está claro se as normas somente se referem aos candidatos ou se estendem a todos os eleitores que manifestem opinião.

Ressaltamos nossa crítica ao fato de haver tantas restrições nessa campanha eleitoral, e solicitamos à CE a rediscussão destas normas – se necessário, com a imediata convocação dos representantes legais dos segmentos e membros das entidades estudantis, sindicais e demais associações.


Assinam o requerimento
Jaquieli Ferreira de Melo (Grêmio Estudantil)
Erasmo José Pereira de Oliveira (Conselheiro Diretor)
Leon Karlos Ferreira Nunes (Centro Acadêmico de Geografia)

Eleições pra Diretor no CEFET-RN: HORA DO LEVANTE MOSTRAR A CARA

O Cefet, palco das maiores lutas estudantis no Rio Grande do Norte na última década, passa por processo eleitoral para Direção Geral e das Unidades Sede e Descentralizadas. Momento-xeque para que o LEVANTE! organize-se, reúna-se com os candidatos e faça valer seu papel de força motriz, vanguardista, espaço de liderança e mobilização dos estudantes desta Instituição e ofereça, vestida de lençóis vermelhos, a vitória e a abertura para uma gestão ampla, democrática e participativa.

Prédio atual
Unidade Sede do CEFET também em processo eleitoral


Para tanto, há pontos de reivindicação iniciais e os que podem ser discutidos adiante, nos fóruns da organização. Eis alguns:

- Plena liberdade de atuação política no CEFET-RN, espaço totalmente livre para as entidades estudantis;

- Garantia de sede e material mínimo para as entidades existentes e as que vierem a ser fundadas (CA's);

- Rediscussão do FAE, inclusão de novas taxas;

- Rediscutir o contrato de monopólio da Cantina;

- Volta das gorobas pagas no refeitório;

- Elevação do número de cadeiras para estudantes no Conselho Diretor;

- Participação dos estudantes na discussão acerca dos cursos que serão oferecidos no prédio histórico da Avenida Rio Branco;

- Garantia de transporte para que líderes estudantis possam se deslocar, com limite determinado, para as outras unidades de ensino, com o fim de criar um intercâmbio maior entre as entidades do CEFET e das UNED's.


***

A equação é simples: discutir o quanto antes e apontar para a vitória, estudantes e candidatos. À batalha!

Saudações vermelhas!


Lula encurta a saia da mídia golpista e solta o verbo!

Relembrando os bons tempos em que calava a boca dos repórteres, o presidente Lula bradou poucas e boas aos ruborizados repórtere, ao comentar a discussão entre Hugo Chávez e Juan Carlos, Rei da Espanha - que, na Cúpula Sul-Americana, lançou mão de uma arrogância provavelmente não vista desde os tempos em que a Espanha era metrópole destes campos do Velho Mundo. Eis algumas dentre o que tanto disse o presidente brasileiro:

"Podem criticar o Chávez por qualquer outra coisa, inventam uma coisa para criticar. Agora, por falta de democracia na Venezuela, não é. Democracia é assim: a gente submete aquilo que acredita, o povo decide e a gente acata o resultado. Se não, não é democracia. Eu estou há cinco anos no poder, vou chegar a oito e, nesse período, acompanhei duas eleições para prefeitos e duas para presidente. Na Venezuela já houve três referendos, três eleições e quatro plebiscitos."

"Não foi exagero do Chávez criticar o Aznar (José Maria Aznar, ex-primeiro ministro da Espanha), até porque ele apoiou o golpe na Venezuela em 2002 (que pretendia derrubar o Chávez)."

"E o problema, a diferença, qual é? É que o rei da Espanha estava na reunião. E quem falou 'cala-te' foi o rei. Ou seja, não foi um de nós. Porque entre nós, divergimos muito. Estamos acostumados."

"Ninguém reclamou quando a Margareth Thatcher passou tanto tempo no poder, nem quando Miterrand passou tanto tempo no poder(...) qual o problema com Chávez?"

Mais do que o suficiente pra calar a voz da repórter que ainda tentou dizer "Thatcher é uma mulher distinta!" Francamente...


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Saudações vermelhas!

Valter Pomar lança-se candidato à presidência do PT: A ESPERANÇA É VERMELHA

A tendência Articulação de Esquerda, cujo processo de fundação no Rio Grande do Norte está em vias de conclusão, lança Valter Pomar como candidato a Presidente, e o LEVANTE!, antenado nas questões pertinentes ao principal partido de esquerda do país, apóia esta idéia!



Filho de Pedro Pomar, dirigente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), assassinado pela ditadura na Chacina da Lapa, e neto de Pedro Felipe Pomar, também morto e torturado pela ditadura, Valter Pomar desde o movimento estudantil, ainda em 1970, se destacou como liderança. Nos anos 1980 passaria a integrar o Partido dos Trabalhadores, fundando, na década seguinte, a Articulação de Esquerda.

Neste Processo de Eleições Diretas (PED) do PT, Pomar e sua tendência lançam tese defendendo maior protagonismo do Partido nas decisões do Governo, reatamento do campo democrático-popular com os partidos de esquerda, sobretudo o PSB e o PCdoB e uma maior ideologização do Governo Lula, combatendo efetivamente o reacionarismo da esquerda.

O LEVANTE!, acima de tudo, acompanha o PED por saber que deste pleito sairão decisões das mais importantes para o rumo do país, e torce para que o resultado saúda os que mais antevêem a necessidade de se levantar a bandeira do socialismo!

Saudações vermelhas!

Moção de Apoio do Centro Acadêmico de Geografia à Reintegração do Prédio Histórico ao CEFET-RN

Prédio da Rio Branco
Leia na íntegra a moção aprovada pela diretoria do Centro Acadêmico de Licenciatura em Geografia (CAGEO), no último dia 12:

Durante o último mês, prolongaram-se as discussões acerca do prédio histórico situado na Av. Rio Branco e que outrora fora sede do que hoje é o CEFET-RN – à época, Escola Industrial de Natal. Membros do centro acadêmico discutiram o assunto junto a outras lideranças estudantis e firmaram apoio à nossa instituição no debate em que é colocado, pelos seguintes termos:

1. A herança histórica do citado prédio confunde-se com a própria história do Estado, uma vez que esse monumento já abrigou desde a própria Escola Industrial como também já servira de cárcere aos prisioneiros políticos da rebelião comunista de 1935 - além de ter sido instalação para outras entidades, como a TV Universitária -, porém deve ser reconhecido o papel que o CEFET-RN cumpriu naquele local durante mais de 40 anos e ser resguardado seu direito;

2. Os mais de vinte grupos artísticos atuantes na República das Artes (como hoje o referido prédio é chamado) devem ter direito garantido pela Direção-Geral do CEFET a um novo espaço, que ofereça a adequação plena necessária para organização de seus ensaios, atividades, etc;

3. O CEFET-RN é a única instituição que se propôs a restaurá-lo e, para tanto, tem a salvaguarda do Governo Federal, em seu projeto de expansão da educação profissional e tecnológica. A UFRN já reconheceu como financeiramente inviável sua restauração, e os projetos de restauração da Fundação José Augusto são desconhecidos por este centro acadêmico.

4. É inadmissível que o edifício, em sendo reintegrado à propriedade do CEFET-RN, sirva de trampolim financeiro às empresas e cursos privados vinculados a nossa instituição. Os cursos que lá serão oferecidos deverão ser GRATUITOS, e seu projeto de reformulação deve ser discutido nos mais amplos fóruns com toda a comunidade cefetiana.

Sendo assim, o Centro Acadêmico de Licenciatura em Geografia alia-se às entidades estudantis, sindicais, às associações e à direção do CEFET-RN nesta luta para termos de volta o histórico monumento.

Saudações Estudantis!

Centro Acadêmico de Licenciatura em Geografia
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